LENDO E RESENHANDO: Nosso último verão - Ann Brashares

terça-feira, janeiro 22, 2013
OBS: Resenha participante do desafio "Um livro por mês, todos os meses do ano" do blog Na Parede do Quarto/ Mês: 01/ Tema: Viagem-Férias

LIVRO: Nosso Último Verão
AUTOR: Ann Brashares
Nº PÁGINAS: 256
EDITORA: Suma de letras
NOTA: (3/5) ♥♥♥

 SINOPSE: Em Fire Island, famílias de Nova York têm a chande de passar o verão longe do ritmo alucinante da cidade grande. A vida se torna quase uma sucessão de rituais: as cerimoniosas chegadas e partidas de barca, os jantares nno iate clube, a paisagem de tirr o fôlego e o desfile de crianças bronzeadas e cobertas de areia, correndo, nadando, brincando e crescendo junto ao mar.
É nesse cenário aprazível que se desenrola Nosso Último Verão, a encantadora história da amizade de três jovens para quem os dias passados em Fire Island são o que há de mais precioso.
A cada verão, as irmãs Riley e Alice, agora em seus vinte anos, retornam a rústica casa de praia de seus pais. Riley, a mais velha, é uma irrequieta salva-vidas, travessa e sempre pronta para novos desafios. A bela Alice é doce, pensativa e feminina, e nutre uma profunda admiração pela irmã.
Na mansão vizinha mora Paul, que cresceu junto com elas como um irmão e que finalmente retorna a ilha, após três anos de ausência. Mas seu retorno marca uma estação de mudanças, e quando uma séria doença e um grande segredo colidem, os três são subtamente obrigados a encarar as responsabilidades de um mundo adulto desconhecido, do qual seu refúgio de verão já não pode protegê-los.
 
É admirável ver como algumas histórias podem surpreender e mudar completamente seu pensamento referente a um livro.
Ao ler a sinopse deste livro imaginei ser uma história água com açúcar com um possível triângulo amoroso (algo que não me agrada nada). Contudo, ao ler o livro percebe-se que a autora tem muito mais a oferecer que um simples romance entre os protagonistas, mas sim ela introduz o leitor em uma história mais profunda que não tem como base a história de amor, e sim o companheirismo e as dificuldades apresentadas pela vida.
Na verdade em minha opinião, quem espera um romance avassalador e de tirar o fôlego não deve criar expectativas ao ler este livro, sua parte amorosa é muito superficial e bem fraca. O livro trata de questões bem mais profundas do que isso, sendo assim, quem ler ansiosa por um romance vai se decepcionar bem! (Leia-se EU)
Riley e Alice são duas irmãs que passam suas férias de verão na casa de praia em Fire Island, e apesar de sua ligação são duas pessoas com personalidades completamente diferentes. Alice (irmã mais nova) é doce e sonhadora, que sempre está disposta a ajudar a quem precisar e faz isso com enorme prazer, além de  suprir uma imensa admiração por sua irmã. Já Riley é uma menina que desde pequena demonstrava problemas, sendo mais rústica e inquieta. Entre as duas irmãs encontra-se Paul, o vizinho que mantém amizade com elas desde sempre, sendo ele melhor amigo de Riley e a paixão escondida de Alice.
Paul não é um mocinho pelo qual o leitor irá se apaixonar, pelo contrário ele chega a ser bem irritante e muitas das vezes infantil.
"Alice estaria lá . Se ela ainda era Alice, estaria lá. Se Riley ainda era Riley, não estaria. Ele telefonou, ou seja, se Alice não viesse, isso significaria algo. Se ela viesse, também significaria algo. De certa forma, ele preferiria não ter telefonado. A velha expectativa o inquietava, mas depois de todo este tempo não podia simplesmente chegar escondido de Alice."
O romance existente entre Paul e Alice é na minha opinião "frio", pois ainda que os dois fossem apaixonados um pelo outro desde pequeno a forma como o romance procede no livro é muito banal, alem do que, ainda que a amizade entre os três seja muito forte, o casal prefere por esconder o romance de Riley que em um determinado momento descobre, tornando as coisas bem mais difíceis.
"_ Senti sua falta. _ Ah, as coisas que ele se via dizendo. Ele pensava que as pessoas se obrigavam a dizer este tipo de coisa quando estavam apaixonadas para demonstrar seu privilégio. Não percebia que elas saiam de dentro da gente, sem que sequer fosse possível contê-las."
Quando uma séria doença toma Riley, Alice vê todos os seus planos mudarem em questões de segundo e toda a sua vida passa girar em torno de sua irmã.
O livro da metade para frente segue apenas em torno da doença de Riley (que na minha opinião é muito chata também, além de super egoísta) e isso cansa um pouco a leitura pois as coisas não fluem como deveria.
Há também um segredo entre as duas famílias, mais pode acreditar, é possível matar a charada na primeira linha do livro!
Tudo isso e mais os personagens que não encantam de forma nenhuma acaba desestimulando a leitura do livro, mais quem gosta de histórias que envolvem um drama talvez gostem deste livro, sendo assim, indico para passar o tempo, além do que não posso negar que o livro nos faz pensar um pouco na vida e em como somos frágeis perante ela, demonstrando talvez que é necessário aproveita-la como se não houvesse amanhã, pois pode mesmo não haver.


PS: Se você ainda não leu este livro, peço que pare aqui na resenha, pois abaixo minha critica pode conter spoilers.
Uma critica muito profunda a este livro, é a menção que ele faz em um determinado momento da história, culpando o romance de Paul e Alice pela doença de Riley.
Quando Riley fica doente pela primeira vez e se vê obrigada a tomar remédios, sua doença é algo bem simples e muito fácil de curar, contudo, quando ela esquece sua bolsa com os remédios na praia e ela volta para pegar ela se depara com a imagem de Paul e Alice juntos na praia, como ela fica muito transtornada com a visão e o pensamento de abandono pelos dois ela sai correndo e deixa sua bolsa lá mesmo.
Na outra manhã quando ela volta para buscar, sua bolsa já tinha sido levada pelo vento daquela noite.
O grande problema está no fato, de que quando Riley passa muito mal e vai para o hospital ela tem um diagnóstico que prevê uma séria doença e tudo isso foi causado pelo "descuido" dela em relação aos remédios do antigo "pequeno" problema que ela não cuidou, devido a perda de sua bolsa.
No livro não é explicito em forma de palavras a culpa do casal pela doença da querida Riley, mais se você reparar bem e não deixar este pequeno parágrafo passar batido, perceberá o forte impacto que ele tem na história.Tudo isso apenas me deixou bastante desanimada em relação ao romance deste livro, pois achei isso muito pesado e muito triste, afinal não é possível um final feliz...Esta é minha crítica ao livro.

Espero que todos tenham gostado da resenha, e peço desculpas caso alguem não concordar com minha opinião, peço que deixem nos comentários assim podemos discutir os mais diversos aspectos do livro.

Um enorme beijo e um forte abraço

1 comentários:

Ana Ferreira disse...

Juh, uma pena que o livro tenha esses pontos negativos. Eu até achava que seria interessante antes de ler sua resenha e confesso também que estava esperando por esse lado mais romântico. Fiquei meio decepcionada. hahahah
Apesar de não ter lido o livro, não me incomodo muito com spoilers e li seus últimos comentários. Também acho forte demais culpar um romance por uma doença grave. Não condiz...
Gostei da resenha =)
Beijo!

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